Frases de Amor — página 20
Frases sobre amor, ditas por gente que também errou e acertou nisso — de cientistas a escritores.
“Mas quem de amor nos lábios traz doçura/Esse é que leva a flor de uma alma pura!”
“"Um amigo é fruto de uma escolha. É uma opção de amor. É a descoberta da alma irmã. É a consciência clara e permanente de algo sublime... É um tesouro sem preço, (...)" - carece de fontes, para A. de Saint-Exupéry”
“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.”
“Amar não é olhar um para o outro, mas olhar juntos na mesma direção.”
“Sinto falta do verde, o verde é o alimento moral, o verde mantém a suavidade das atitudes e a quietude da alma. Se tirar esta cor da vida, tudo ficará seco e mau. Os animais ferozes devem seu caráter unicamente ao fato de não viverem entre o verde. Eu, quando encontro um arbusto, tiro-lhe algumas folhas e meto-as no bolso. Depois em meu quarto, olho-as com amor e pego-as carinhosamente.”
“Sobrevivera às suas forças para ocultar magníficas dobras de eloqüencia as áridas trevas do se coração(...). Mas tanto o amor diabólico como o ódio sobrenatural dos mistérios que havia penetrado lutavam pela posse daquela alma saciada de primitivas emoções, ávida de falsa fama, de enganosa distinção, de todas as aparências de sucesso e poder.”
“Dessa evidência aos olhos dos outros e aos seus próprios se sentia o sr. de Charlus mais feliz que de tudo o mais. Pois a posse do que se ama é uma alegria ainda maior do que o amor. Muitas vezes os que escondem de todos essa posse, só o fazem pelo medo de que o objeto amado lhes seja roubado. E a felicidade deles fica diminuída por aquela prudência de calar.”
“Os homossexuais seriam os melhores maridos do mundo, se não representassem a comédia de amar as mulheres.”
“Foi num desses dias que lhe aconteceu tocar-me a parte da Sonata de Vinteuil onde se encontra a pequena frase que Swann tanto havia amado. Mas muitas vezes não se entende nada, quando é uma música um pouco complicada que ouvimos pela primeira vez. E no entanto, quando mais tarde me tocaram duas ou três vezes aquela mesma Sonata, aconteceu-me conhecê-la perfeitamente.”
“Muitas veses, outrora, ao pensar com terror que algum dia deixaria de amar Odette, resolvera ficar em vigilância e, logo que sentisse que o amor começava a abandoná-lo, apegar-se a ele, retê-lo bem. Mas eis que ao enfraquecimento de seu amor correspondia simultaneamente um enfraquecimento do desejo de permanecer enamorado.”
““E Swann sentia bem próximo ao coração aquele Maomé ali, de quem admirava o retrato feito por Bellini e que, tendo sentido que se apaixonara loucamente por uma de suas mulheres, apunhalou-a a fim de, segundo confessa ingenuamente seu biógrafo veneziano, reencontrar sua liberdade de espírito."”
““Veja, só há duas classes de pessoas: os magnânimos e os outros; e cheguei a uma idade em que é preciso tomar partido, decidir de uma vez por todas a quem amar, e a quem desdenhar; juntar-se àqueles a quem amamos e, para recuperar o tempo perdido com os outros, não mais deixá-los até a morte. (…) eu escolhi gostar dos únicos seres magnânimos e viver amenas na magnanimidade."”
“Muitas vezes, outrora, ao pensar com terror que algum dia deixaria de amar Odette, resolvera ficar em vigilância e, logo que sentisse que o amor começava a abandoná-lo, apegar-se a ele, retê-lo bem. Mas eis que ao enfraquecimento de seu amor correspondia simultaneamente um enfraquecimento do desejo de permanecer enamorado.”
“A existência do amor de Swann, a constância do seu ciúme, eram constituídos da morte, da inconstência de inumeráveis desejos, de inumeráveis dúvidas, que tinham todos Odette por objeto. Se permanecesse muito tempo sem vê-la, aqueles que morriam não seriam substituídos por outros. Mas a presença de Odette continuava a semear o coração de Swann de alternadas ternuras e suspeitas.”
“Coisa estranha que tais palavras, ‘umas duas ou três vezes’, nada mais que palavras, palavras pronunciadas no ar, a distância, possam assim dilacerar o coração como se o tocassem de verdade, possam fazer adoecer, como um veneno que se ingerisse.”
“"E apesar de tudo, Swann sentia-se feliz em ver que, se dentre todos os mortais era o único que não tinha o direito de ir naquele dia a Pierrefonds, era por ser ele, para Odette, alguém muito diferente dos outros, o seu amante, e aquela restrição particular ao direito universal de livre circulação não passva de uma das formas daquela escravatura, daquele amor que lhe era tão caro.””
“Afastou-se desculpando-se e regressou a casa, feliz de que a satisfação de sua curiosidade houvesse deixado inato o seu amor e, depois de haver por tanto tempo dissimulado uma espécie de indiferença para com Odette, não lhe ter dado, com uma demonstração de ciúme, a prova de que a amava demasiado, o que, entre dois amantes, dispensa para sempre, àquele que a recebe, de amar o suficiente.”
“Mas nesse estranho período do amor, o individual assume algo de tão profundo, que aquela curiosidade que sentia despertar em si relativamente às menores ocupações de uma mulher era a mesma que tivera outrora pela História.”
“Pois bem — acrescentava ele com essa leve emoção que experimentamos quando, mesmo sem o notar, dizemos uma coisa não porque seja verdadeira, mas porque sentimos prazer em diz~e-la e a escutamos através de nossa própria voz como se não viesse de nós mesmos —, a sorte está lançada, resolvi amar apenas aos corações magnâmicos e só viver na magnanimidade.”
“Ao ver que ela já não se achava na sala, Swann sentiu um golpe no coração; tremia ao se ver privado de um prazer que pela primeira vez avaliava, pois até então tivera a certeza de o encontrar quando quisesse, coisa que sempre diminui ou até nos impede de apreciar o que vale um prazer.”