““Os Farrapos — (...) Se um dia porém — puder arcar com tal assunto — hei de sacrificar-me inteiramente a esses revolucionários audazes e obscuros, a esses miseráveis sublimes que esqueceram a própria fome e arrojaram-se impávidos à goela famulenta do despotismo para que ele não lhes devorasse a pátria.” (nota do autor ao poema Obscurii lucis, Os Farrapos)”
47 frases selecionadas
Frases de motivação de Euclides da Cunha
47 frases de Euclides da Cunha sobre coragem, escolhas e movimento, reunidas em uma seleção navegável com fonte e páginas individuais para compartilhar.
Veja também a coleção completa de frases de Euclides da Cunha.
““[a poesia] É a realidade maior – vibrando numa emoção. Este chão que tumultua, e corre, e foge, e se crispa, e cai, e se alevanta, é o mesmo chão que o geólogo denomina solo perturbado e inspira à rasa, à modesta, à chaníssima topografia, a metáfora garbosa dos movimentos do terreno.”(Prefácio a Poemas e canções, de Vicente de Carvalho)”
““Há mais de um mês que me agito e trabalho — de graça — num país em que se inventam os empregos para a vadiagem remunerada.”(carta a Plínio Barreto, 22 out. 1904)”
““...se as nações estrangeiras mandam cientistas ao Brasil, que absurdo haverá no encarregar-se de idêntico objetivo um brasileiro?” (carta a José Veríssimo, 24 jun. 1904)”
““...não desejo Europa, o boulevard, os brilhos de uma posição, desejo o sertão, a picada malgradada, e a vida afanosa e triste de pioneiro. Nestes tempos de fragilidade já não é pouco.”(carta a José Veríssimo, 7 jul. 1904)”
““O nosso povo, meu caro Porchat, por abdicação completa de todas as energias, não tem forças para agitar-se além das arruaças desprezíveis.” (carta a Reinaldo Porchat, 21 abr. 1893)”
““No meio de tudo isto [Revolta da Armada] eu tive felizmente bastante lucidez para descobrir a estrada do dever, e nela estou e nela prosseguirei.” (carta a Reinaldo Porchat, 22 nov. 1893)”
““Quem definirá um dia essa Maldade obscura e misteriosa das coisas, que inspirou aos gregos a concepção indecisa da Fatalidade?” (carta a Vicente de Carvalho, 10 fev. 1909)”
““Nostalgia e revolta: tu não imaginas como andam propícios os tempos a todas as mediocridades. Estamos no período hilariante dos grandes homens-pulhas, dos Pachecos empavesados e dos Acácios triunfantes. Nunca se berrou tão convictamente tanta asneira sob o sol! [...] É asfixiante! A atmosfera moral é magnífica para batráquios. Mas apaga o homem. [...].” (carta a Otaviano Vieira, 8 ago. 1909)”
““A nossa nacionalidade atravessa de há muito uma quadra em que o mais difícil problema consiste em harmonizar a vida ao dever.” (Sejamos francos, jornal Democracia, Rio de Janeio, 18 mar. 1890)”
““O lema da nossa bandeira é uma síntese admirável do que há de mais elevado em política.” (O Estado de S. Paulo, série Dia a Dia, 5 abr. 1892)”
““O verdadeiro Brasil nos aterra; trocamo-lo de bom grado pela civilização mirrada que nos acotovela na rua do Ouvidor...” (Plano de uma Cruzada, II)”
““Sem este objetivo firme e permanente [de conhecer o interior inóspito] (...), a Amazônia, mais cedo ou mais tarde, se destacará do Brasil, naturalmente e irresistivelmente, como se despega um mundo de uma nebulosa — pela expansão centrífuga do seu próprio movimento.” (Entre o Madeira e o Javari)”
““A jurisdição do Uruguai sobre as águas platinas, nos limites normais do direito, imposta vigorosamente pelos antecedentes históricos e pelas próprias leis naturais, é dessas causas superiores, que para triunfar dispensam a fragilidade das espadas, amparando-se exclusivamente na fortaleza eterna e tranquila da justiça.” (Martín García)”
““A poeira dos arquivos de que muita gente fala sem nunca a ter visto ou sentido, surgindo tenuíssima de páginas que se esfarelam ainda quando delicadamente folheadas, esta poeira clássica — adjetivemos com firmeza — que cai sobre tenazes investigadores ao investirem contra as longas veredas do passado, levanto-a diariamente. E não tem sido improfícuo o esforço.” (21 de agosto de 1897)”
““Somos o único caso histórico de uma nacionalidade feita por uma teoria política. Vimos, de um salto, da homogeineidade da colônia para o regímen constitucional: do alvará para as leis.” (III, Da Independência à República)”
“O bandeirante foi brutal, inexorável, mas lógico. Foi o super-homem do deserto.”
“Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.”
““Os Sertões, de Euclides da Cunha, foi o Brasil vomitado. Qualquer obra de arte, para ter sentido no Brasil, precisa ser golfada hedionda.” (entrevista a Luciane Louzeiro para o Jornal do Brasil, s.d.)”
“Os sertões desta terra ficaram sempre funestos nas cenas horrendas que Euclides da Cunha imortalizou em páginas de um colorido ultradantesco.”
“Os Sertões é muito nosso, poema brasileiro, até a raiz, o maior entre os maiores livros nacionais de todos os tempos.”
““O sr. Euclides da Cunha (todos os que têm a dita de conhecê-lo o testemunharão), não é só um intelectual que pensa, é também um intelectual que vibra, e a vibração ainda é o melhor meio de comunicação entre o autor e o público.” (Estudo introdutório de O. Lima ao livro Peru versus Bolívia)”
“[acerca da repercussão de Os Sertões]: “Euclides dormiu obscuro e acordou célebre.” (discurso de recepção na Academia Brasileira de Letras)”
““Euclides da Cunha foi um gênio verbal.” (evento Euclides da Cunha 360º, Ciclo da Amazônia, TV Estadão)”
““[a poesia] É a realidade maior – vibrando numa emoção. Este chão que tumultua, e corre, e foge, e se crispa, e cai, e se alevanta, é o mesmo chão que o geólogo denomina solo perturbado e inspira à rasa, à modesta, à chaníssima topografia, a metáfora garbosa dos movimentos do terreno.”(Prefácio a Poemas e canções, de Vicente de Carvalho)”
“Quem lê Euclides da Cunha, desde o primeiro momento vê que há dois Brasis: um inclemente, e outro vítima das inclemências.”
““Há mais de um mês que me agito e trabalho — de graça — num país em que se inventam os empregos para a vadiagem remunerada.”(carta a Plínio Barreto, 22 out. 1904)”
““Os Farrapos — (...) Se um dia porém — puder arcar com tal assunto — hei de sacrificar-me inteiramente a esses revolucionários audazes e obscuros, a esses miseráveis sublimes que esqueceram a própria fome e arrojaram-se impávidos à goela famulenta do despotismo para que ele não lhes devorasse a pátria.” (nota do autor ao poema Obscurii lucis, Os Farrapos)”
““No meio de tudo isto [Revolta da Armada] eu tive felizmente bastante lucidez para descobrir a estrada do dever, e nela estou e nela prosseguirei.” (carta a Reinaldo Porchat, 22 nov. 1893)”
““...se as nações estrangeiras mandam cientistas ao Brasil, que absurdo haverá no encarregar-se de idêntico objetivo um brasileiro?” (carta a José Veríssimo, 24 jun. 1904)”
““...não desejo Europa, o boulevard, os brilhos de uma posição, desejo o sertão, a picada malgradada, e a vida afanosa e triste de pioneiro. Nestes tempos de fragilidade já não é pouco.”(carta a José Veríssimo, 7 jul. 1904)”
““Nostalgia e revolta: tu não imaginas como andam propícios os tempos a todas as mediocridades. Estamos no período hilariante dos grandes homens-pulhas, dos Pachecos empavesados e dos Acácios triunfantes. Nunca se berrou tão convictamente tanta asneira sob o sol! [...] É asfixiante! A atmosfera moral é magnífica para batráquios. Mas apaga o homem. [...].” (carta a Otaviano Vieira, 8 ago. 1909)”
““O nosso povo, meu caro Porchat, por abdicação completa de todas as energias, não tem forças para agitar-se além das arruaças desprezíveis.” (carta a Reinaldo Porchat, 21 abr. 1893)”
““A nossa nacionalidade atravessa de há muito uma quadra em que o mais difícil problema consiste em harmonizar a vida ao dever.” (Sejamos francos, jornal Democracia, Rio de Janeio, 18 mar. 1890)”
““Quem definirá um dia essa Maldade obscura e misteriosa das coisas, que inspirou aos gregos a concepção indecisa da Fatalidade?” (carta a Vicente de Carvalho, 10 fev. 1909)”
““Sem este objetivo firme e permanente [de conhecer o interior inóspito] (...), a Amazônia, mais cedo ou mais tarde, se destacará do Brasil, naturalmente e irresistivelmente, como se despega um mundo de uma nebulosa — pela expansão centrífuga do seu próprio movimento.” (Entre o Madeira e o Javari)”
““O lema da nossa bandeira é uma síntese admirável do que há de mais elevado em política.” (O Estado de S. Paulo, série Dia a Dia, 5 abr. 1892)”
““A jurisdição do Uruguai sobre as águas platinas, nos limites normais do direito, imposta vigorosamente pelos antecedentes históricos e pelas próprias leis naturais, é dessas causas superiores, que para triunfar dispensam a fragilidade das espadas, amparando-se exclusivamente na fortaleza eterna e tranquila da justiça.” (Martín García)”
““A poeira dos arquivos de que muita gente fala sem nunca a ter visto ou sentido, surgindo tenuíssima de páginas que se esfarelam ainda quando delicadamente folheadas, esta poeira clássica — adjetivemos com firmeza — que cai sobre tenazes investigadores ao investirem contra as longas veredas do passado, levanto-a diariamente. E não tem sido improfícuo o esforço.” (21 de agosto de 1897)”
““O verdadeiro Brasil nos aterra; trocamo-lo de bom grado pela civilização mirrada que nos acotovela na rua do Ouvidor...” (Plano de uma Cruzada, II)”
“Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.”
““Somos o único caso histórico de uma nacionalidade feita por uma teoria política. Vimos, de um salto, da homogeineidade da colônia para o regímen constitucional: do alvará para as leis.” (III, Da Independência à República)”
“O bandeirante foi brutal, inexorável, mas lógico. Foi o super-homem do deserto.”