“As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor.”
266 frases selecionadas
Frases de motivação de Livro de Eclesiastes
266 frases de Livro de Eclesiastes sobre coragem, escolhas e movimento, reunidas em uma seleção navegável com fonte e páginas individuais para compartilhar.
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“E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne.”
“E, quanto mais sábio foi o Pregador, tanto mais sabedoria ao povo ensinou; e atentou, e esquadrinhou, e compôs muitos provérbios.”
“Procurou o Pregador achar palavras agradáveis; e o escrito é a rectidão, palavras de verdade.”
“como também quando temerem o que está no alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua eterna casa, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;”
“antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço,”
“no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas;”
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;”
“antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;”
“Mas, se o homem viver muitos anos e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.”
“Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas.”
“Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.”
“Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará.”
“Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.”
“Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás.”
“Pela muita preguiça se enfraquece o tecto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa.”
“Ai de ti, ó terra, cujo rei é criança e cujos príncipes comem de manhã.”
“Bem-aventurada, tu, ó terra cujo rei é filho dos nobres e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças e não para bebedice.”
“Bem que o tolo multiplique as palavras, não sabe o homem o que será; e quem lhe fará saber o que será depois dele?”
“O trabalho dos tolos a cada um deles fatiga, pois não sabem como ir à cidade.”
“Nas palavras da boca do sábio, há favor, mas os lábios do tolo o devoram.”
“O princípio das palavras da sua boca é a estultícia, e o fim da sua boca, um desvario péssimo.”
“Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então, se deve pôr mais forças; mas a sabedoria é excelente para dirigir.”
“Se a cobra morder antes de estar encantada, então, remédio nenhum haverá no mais hábil encantador.”
“Vi servos a cavalo e príncipes que andavam a pé como servos sobre a terra.”
“Quem fizer uma cova cairá nela, e quem romper um muro, uma cobra o morderá.”
“Quem acarretar pedras será maltratado por elas, e o que rachar lenha expõe-se ao perigo.”
“Ainda há um mal que vi debaixo do sol, como o erro que procede do governador:”
“o tolo, assentam-no em grandes alturas, mas os ricos estão assentados em lugar baixo.”
“E, até quando o tolo vai pelo caminho, lhe falta entendimento, e diz a todos que é tolo.”
“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco de estultícia.”
“Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador destrói muitos bens.”
“E vivia nela um sábio pobre, que livrou aquela cidade pela sua sabedoria, e ninguém se lembrava daquele pobre homem.”
“Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens, e veio contra ela um grande rei, e a cercou, e levantou contra ela grandes tranqueiras.”
“Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes, a peleja, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos.”
“Que também o homem não conhece o seu tempo; como os peixes que se pescam com a rede maligna e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles.”
“Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.”
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, fá-lo conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.”
“Ora, para o que acompanha com todos os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto).”
“Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.”
“Ainda há outra vaidade que se faz sobre a terra: há justos a quem sucede segundo as obras dos ímpios, e há ímpios a quem sucede segundo as obras dos justos. Digo que também isso é vaidade.”
“Assim também vi os ímpios sepultados, e eis que havia quem fosse à sua sepultura; e os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade; também isso é vaidade.”
“Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto o mal do homem é grande sobre ele.”
“Porque não sabe o que há de suceder; e, como haja de suceder, quem lho dará a entender?”
“Não te apresses a sair da presença dele, nem persistas em alguma coisa má, porque ele faz tudo o que quer.”
“Vedes aqui, isso achei, diz o Pregador, conferindo uma coisa com a outra para achar a causa,”
“causa que a minha alma ainda busca, mas não a achei; um homem entre mil achei eu, mas uma mulher entre todas estas não achei.”
“A sabedoria fortalece o sábio, mais do que dez governadores que haja na cidade.”
“Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque.”
“Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo?”
“Tudo isso vi nos dias da minha vaidade; há um justo que perece na sua justiça, e há um ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.”
“Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?”
“Tão boa é a sabedoria como a herança, e dela tiram proveito os que vêem o sol.”
“Porque a sabedoria serve de sombra, como de sombra serve o dinheiro; mas a excelência da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor.”
“Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca com sabedoria isso perguntarias.”
“Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir alguém a canção do tolo.”
“Melhor é a boa fama do que o melhor unguento, e o dia da morte, do que o dia do nascimento de alguém.”
“Sendo certo que há muitas coisas que aumentam a vaidade, que mais tem o homem de melhor?”
“Porque, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, por todos os dias da sua vaidade, os quais gasta como sombra? Porque, quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?”
“Seja qualquer o que for, já o seu nome foi nomeado, e sabe-se que é homem e que não pode contender com o que é mais forte do que ele.”
“Todo trabalho do homem é para a sua boca, e, contudo, nunca se satisfaz a sua cobiça.”
“Porque, que mais tem o sábio do que o tolo? E que mais tem o pobre que sabe andar perante os vivos?”
“E, ainda que nunca viu o sol, nem o conheceu, mais descanso tem do que o tal.”
“E certamente, ainda que vivesse duas vezes mil anos, mas não gozasse o bem, não vão todos para um mesmo lugar?”
“Se o homem gerar cem filhos e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma se não fartar do bem, e além disso não tiver um enterro, digo que um aborto é melhor do que ele,”
“porquanto debalde veio e em trevas se vai, e de trevas se cobre o seu nome.”
“Há um mal que tenho visto debaixo do sol e que mui frequente é entre os homens:”
“Também isto é um mal que causa enfermidades: que, infalivelmente, como veio, assim ele vai; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento,”
“e de haver comido todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, e enfermidades, e cruel furor?”
“Porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má aventura; e, havendo algum filho, nada fica na sua mão.”
“Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão.”
“Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir.”
“Há mal que vi debaixo do sol e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o próprio dano.”
“Onde a fazenda se multiplica, aí se multiplicam também os que a comem; que mais proveito, pois, têm os seus donos do que a verem com os seus olhos?”
“Se vires em alguma província opressão de pobres e a violência em lugar do juízo e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que mais alto é do que os altos para isso atenta; e há mais altos do que eles.”
“Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu, teme a Deus.”
“Porque da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo, da multidão das palavras.”
“Porque um sai do cárcere para reinar; sim, um que nasceu pobre no seu reino.”
“Vi todos os viventes andarem debaixo do sol com o jovem, o sucessor, que ficará em seu lugar.”
“Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que se não deixa mais admoestar.”
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.”
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”
“Há um que é só e não tem segundo; sim, ele não tem filho nem irmã; e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas; e não diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isso é vaidade e enfadonha ocupação.”
“E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol.”
“Depois, voltei-me e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador; e a força estava da banda dos seus opressores; mas eles não tinham nenhum consolador.”
“Pelo que eu louvei os que já morreram, mais do que os que vivem ainda.”
“Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra?”
“Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; porque quem o fará voltar para ver o que será depois dele?”
“Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.”
“Vi mais debaixo do sol: no lugar do juízo, impiedade; e no lugar da justiça, impiedade ainda.”
“Já tenho conhecido que não há coisa melhor para eles do que se alegrarem e fazerem bem na sua vida;”
“tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;”
“tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;”
“tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;”
“há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;”
“tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;”
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu:”
“Também eu aborreci todo o meu trabalho, em que trabalhei debaixo do sol, visto como eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim.”
“E quem sabe se será sábio ou tolo? Contudo, ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que trabalhei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isso é vaidade.”
“Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo nos dias futuros total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo!”
“Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; também, então, entendi eu que o mesmo lhes sucede a todos.”
“Então, passei à contemplação da sabedoria, e dos desvarios, e da doidice; porque que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.”
“Então, vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.”
“Amontoei também para mim prata, e ouro, e jóias de reis e das províncias; provi-me de cantores, e de cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, e de instrumentos de música de toda sorte.”
“E engrandeci-me e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.”
“Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores.”
“Adquiri servos e servas e tive servos nascidos em casa; também tive grande possessão de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém.”
“Fiz para mim hortas e jardins e plantei neles árvores de toda espécie de fruto.”
“Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.”
“Porque, na muita sabedoria, há muito enfado; e o que aumenta em ciência aumenta em trabalho.”
“Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não pode ser calculado.”
“Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.”
“Todas essas coisas se cansam tanto, que ninguém o pode declarar; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir.”
“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol.”
“Todos os ribeiros vão para o mar, e, contudo, o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam eles a ir.”
“E nasce o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, de onde nasceu.”
“O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento e volta fazendo os seus circuitos.”
“Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.”
“Vaidade de vaidades! -- diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.”
“Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?”
“E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne.”
“Procurou o Pregador achar palavras agradáveis; e o escrito é a rectidão, palavras de verdade.”
“As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor.”
“E, quanto mais sábio foi o Pregador, tanto mais sabedoria ao povo ensinou; e atentou, e esquadrinhou, e compôs muitos provérbios.”
“como também quando temerem o que está no alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua eterna casa, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;”
“antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço,”
“no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas;”
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;”
“antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;”
“Mas, se o homem viver muitos anos e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.”
“Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas.”
“Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará.”
“Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.”
“Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás.”
“Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.”
“Bem-aventurada, tu, ó terra cujo rei é filho dos nobres e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças e não para bebedice.”
“Pela muita preguiça se enfraquece o tecto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa.”
“O trabalho dos tolos a cada um deles fatiga, pois não sabem como ir à cidade.”
“Ai de ti, ó terra, cujo rei é criança e cujos príncipes comem de manhã.”
“O princípio das palavras da sua boca é a estultícia, e o fim da sua boca, um desvario péssimo.”
“Bem que o tolo multiplique as palavras, não sabe o homem o que será; e quem lhe fará saber o que será depois dele?”
“Se a cobra morder antes de estar encantada, então, remédio nenhum haverá no mais hábil encantador.”
“Nas palavras da boca do sábio, há favor, mas os lábios do tolo o devoram.”
“Quem acarretar pedras será maltratado por elas, e o que rachar lenha expõe-se ao perigo.”
“Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então, se deve pôr mais forças; mas a sabedoria é excelente para dirigir.”
“Vi servos a cavalo e príncipes que andavam a pé como servos sobre a terra.”
“Quem fizer uma cova cairá nela, e quem romper um muro, uma cobra o morderá.”
“Ainda há um mal que vi debaixo do sol, como o erro que procede do governador:”
“o tolo, assentam-no em grandes alturas, mas os ricos estão assentados em lugar baixo.”
“E, até quando o tolo vai pelo caminho, lhe falta entendimento, e diz a todos que é tolo.”
“Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador destrói muitos bens.”
“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco de estultícia.”
“Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens, e veio contra ela um grande rei, e a cercou, e levantou contra ela grandes tranqueiras.”
“E vivia nela um sábio pobre, que livrou aquela cidade pela sua sabedoria, e ninguém se lembrava daquele pobre homem.”
“Que também o homem não conhece o seu tempo; como os peixes que se pescam com a rede maligna e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles.”
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, fá-lo conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.”
“Voltei-me e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes, a peleja, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos.”
“Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.”
“Ora, para o que acompanha com todos os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto).”
“Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.”
“Ainda há outra vaidade que se faz sobre a terra: há justos a quem sucede segundo as obras dos ímpios, e há ímpios a quem sucede segundo as obras dos justos. Digo que também isso é vaidade.”
“Assim também vi os ímpios sepultados, e eis que havia quem fosse à sua sepultura; e os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade; também isso é vaidade.”
“Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto o mal do homem é grande sobre ele.”
“Porque não sabe o que há de suceder; e, como haja de suceder, quem lho dará a entender?”
“Não te apresses a sair da presença dele, nem persistas em alguma coisa má, porque ele faz tudo o que quer.”
“Vedes aqui, isso achei, diz o Pregador, conferindo uma coisa com a outra para achar a causa,”
“causa que a minha alma ainda busca, mas não a achei; um homem entre mil achei eu, mas uma mulher entre todas estas não achei.”
“A sabedoria fortalece o sábio, mais do que dez governadores que haja na cidade.”
“Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque.”
“Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo?”
“Tudo isso vi nos dias da minha vaidade; há um justo que perece na sua justiça, e há um ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.”
“Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?”
“Tão boa é a sabedoria como a herança, e dela tiram proveito os que vêem o sol.”
“Porque a sabedoria serve de sombra, como de sombra serve o dinheiro; mas a excelência da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor.”
“Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca com sabedoria isso perguntarias.”
“Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir alguém a canção do tolo.”
“Porque, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, por todos os dias da sua vaidade, os quais gasta como sombra? Porque, quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?”
“Melhor é a boa fama do que o melhor unguento, e o dia da morte, do que o dia do nascimento de alguém.”
“Seja qualquer o que for, já o seu nome foi nomeado, e sabe-se que é homem e que não pode contender com o que é mais forte do que ele.”
“Sendo certo que há muitas coisas que aumentam a vaidade, que mais tem o homem de melhor?”
“Porque, que mais tem o sábio do que o tolo? E que mais tem o pobre que sabe andar perante os vivos?”
“E certamente, ainda que vivesse duas vezes mil anos, mas não gozasse o bem, não vão todos para um mesmo lugar?”
“Todo trabalho do homem é para a sua boca, e, contudo, nunca se satisfaz a sua cobiça.”
“porquanto debalde veio e em trevas se vai, e de trevas se cobre o seu nome.”
“E, ainda que nunca viu o sol, nem o conheceu, mais descanso tem do que o tal.”
“Se o homem gerar cem filhos e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma se não fartar do bem, e além disso não tiver um enterro, digo que um aborto é melhor do que ele,”
“Há um mal que tenho visto debaixo do sol e que mui frequente é entre os homens:”
“Também isto é um mal que causa enfermidades: que, infalivelmente, como veio, assim ele vai; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento,”
“e de haver comido todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, e enfermidades, e cruel furor?”
“Porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má aventura; e, havendo algum filho, nada fica na sua mão.”
“Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão.”
“Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir.”
“Há mal que vi debaixo do sol e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o próprio dano.”
“Onde a fazenda se multiplica, aí se multiplicam também os que a comem; que mais proveito, pois, têm os seus donos do que a verem com os seus olhos?”
“Se vires em alguma província opressão de pobres e a violência em lugar do juízo e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que mais alto é do que os altos para isso atenta; e há mais altos do que eles.”
“Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu, teme a Deus.”
“Porque da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo, da multidão das palavras.”
“Vi todos os viventes andarem debaixo do sol com o jovem, o sucessor, que ficará em seu lugar.”
“Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que se não deixa mais admoestar.”
“Porque um sai do cárcere para reinar; sim, um que nasceu pobre no seu reino.”
“Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”
“Há um que é só e não tem segundo; sim, ele não tem filho nem irmã; e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas; e não diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isso é vaidade e enfadonha ocupação.”
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.”
“Pelo que eu louvei os que já morreram, mais do que os que vivem ainda.”
“E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol.”
“Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; porque quem o fará voltar para ver o que será depois dele?”
“Depois, voltei-me e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador; e a força estava da banda dos seus opressores; mas eles não tinham nenhum consolador.”
“Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra?”
“Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.”
“Vi mais debaixo do sol: no lugar do juízo, impiedade; e no lugar da justiça, impiedade ainda.”
“Já tenho conhecido que não há coisa melhor para eles do que se alegrarem e fazerem bem na sua vida;”
“tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;”
“tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;”
“tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;”
“tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;”
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu:”
“há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;”
“E quem sabe se será sábio ou tolo? Contudo, ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que trabalhei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isso é vaidade.”
“Também eu aborreci todo o meu trabalho, em que trabalhei debaixo do sol, visto como eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim.”
“Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo nos dias futuros total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo!”
“Então, vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.”
“Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; também, então, entendi eu que o mesmo lhes sucede a todos.”
“Então, passei à contemplação da sabedoria, e dos desvarios, e da doidice; porque que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.”
“Amontoei também para mim prata, e ouro, e jóias de reis e das províncias; provi-me de cantores, e de cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, e de instrumentos de música de toda sorte.”
“E engrandeci-me e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.”
“Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores.”
“Adquiri servos e servas e tive servos nascidos em casa; também tive grande possessão de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim, em Jerusalém.”
“Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.”
“Fiz para mim hortas e jardins e plantei neles árvores de toda espécie de fruto.”
“Porque, na muita sabedoria, há muito enfado; e o que aumenta em ciência aumenta em trabalho.”
“Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não pode ser calculado.”
“Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.”
“Todas essas coisas se cansam tanto, que ninguém o pode declarar; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir.”
“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol.”
“O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento e volta fazendo os seus circuitos.”
“Todos os ribeiros vão para o mar, e, contudo, o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam eles a ir.”
“Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.”
“E nasce o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, de onde nasceu.”
“Vaidade de vaidades! -- diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.”
“Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?”