Augusto dos Anjos
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos foi um poeta e professor brasileiro reconhecido como um dos principais expoentes do simbolismo e do pré-modernismo brasileiro. Sua obra é marcada pela versificação considerada imprópria para a época, pela crítica à hipocrisia social e à ética cristã e pelo pessimismo cientificista e existencial baseado em Schopenhauer, Herbert Spencer e Hippolyte Taine. Em vida, publicou apenas o livro Eu em 1912, mas não alcançou reconhecimento, morrendo dois anos mais tarde por pneumonia. Na década seguinte, com a reedição de sua obra pelo seu amigo Órris Soares sob o título de Eu e outras poesias, consagrou-se como um poeta inventivo e singular e influenciou o modernismo brasileiro.
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7 frases de Augusto dos Anjos
“" Maia-noite. Ao meu quarto me recolho. Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede; Na bruta ardÊncia orgânica da sede, morde-me a goela ígneo e escaldante molho.”
“Ah! Dentro de toda a alma existe a prova de que a dor como um dardo se renova quando o prazer barbaramente a ataca.”
“De onde ela vem?! De que matéria bruta / Vem essa luz que sobre as nebulosas / Cai de incógnitas criptas misteriosas / Como as estalactites duma gruta?!”