“No Brasil, onde há tanto talento, mas também tanto marasmo, os poucos sacerdotes da poesia não devem consentir que o fogo sagrado se extinga no sacrário da inteligência. Id. ib.”
Castro Alves
Antônio Frederico de Castro Alves foi um poeta, dramaturgo e advogado brasileiro, considerado o principal representante da terceira geração do romantismo no Brasil. Ficou conhecido por seus poemas abolicionistas, que renderam-lhe a alcunha de "poeta dos escravos".
Castro Alves também escreveu sobre
51 frases de Castro Alves
“A poesia é um sacerdócio. — Seu Deus — o belo. — Seu turibulário — o Poeta. in "Relíquias": "Poesia", 1864.”
“A poesia moral, filtrando no coração, aí entorna o perfume da virtude, e mesmo quando a memória tem-na esquecido, o coração guarda dela uma reminiscência suave, como essas ânforas antigas, quando mesmo esgotadas, rescendem os aromas, que se lhe conglutinaram.”
“A poesia moralizadora e filosófica é o noivado da fantasia com a razão. Poesia sublime, que cantando ensina, maldizendo regenera, chorando purifica. id. ib.”
“A poesia, pois, na terra dos Andradas, dos Pedros Ivos, e dos Tiradentes deve ser majestosa como as matas virgens da América, arrojada, como seus rios gigantes, livre, como os ventos, que passam gementes por suas várzeas, que zurzem os costados pedregosos dos seus gigantes de granito. A poesia enfim deve de ser o reflexo desta terra. id. ib.”
“O poeta é uma harpa entregue às ventanias da noite, onde a brisa acha um canto de amor, o vento frio das desoras um lamento, o vendaval um trono lúgubre de morte. id. ib.”
“O poeta é o músico da inteligência, assim como o músico é o poeta do ouvido. in "Relíquias": "Impressões da leitura das poesias do Sr. A. A. de Mendonça", 1864.”
“A poesia assimila a si todas as nuances das ideias das épocas, enroupa-se do manto da natureza, que a cerca. id. ib.”
“Sabe que o meu trabalho precisa de uma plateia ilustrada. Precisa talvez mesmo de uma plateia acadêmica. O lirismo, o patriotismo, a linguagem creio que serão bem recebidos por corações de vinte anos, porque o Gonzaga é feito para a mocidade. 1868, São Paulo, carta ao ator Joaquim Augusto Ribeiro de Souza, que encenaria sua peça.”
“Eis-me aqui na Corte há quatro dias, eu, pobre inválido, que não podia chegar até a sala!... Que força, que mola estranha deu vida ao cadáver? Foi Deus. O Deus de Lázaro sustentou-me nesse instante em que a amizade acompanhou-me. 25 de maio de 1869, Rio de Janeiro, carta "Aos amigos de S. Paulo", após o acidente de caça que lhe custara o pé.”
“Caminhai, moços, ide ao teatro. Entrai, homens do povo, bebei a luz daquele tabernáculo. in "Relíquias": "Impressões de Teatro", sob pseudônimo de Antony.”
“Sou preguiçoso (Isto é velho). 1868, Rio de Janeiro, carta ao amigo e futuro cunhado Augusto Álvares Guimarães.”
“Sobre "Os Escravos" que ainda escrevia: É um canto do futuro. O canto da esperança e nós não devemos esperar? Sim, e muito e sempre... id. ib.”
“O meu cinismo passa a misantropia. Acho-me bastante afetado do peito, tenho sofrido muito. Essa apatia mata-me. 1863, no Recife, carta a Marcolino de Moura.”
“Trevas e luz. Tormentas e bonanças. Amargos e ambrosias... É assim que eu vivo... A dor e o prazer são as únicas afirmações da existência... Convenço-me então de que existo. 1867, em Salvador, carta a Regueira Costa.”
“"Castro Alves - o torrencial, o magnífico, o ofuscante Castro Alves, cujo gênio verbal nos assombra como uma força da natureza." Júlio Dantas”
“"O artista de mais rica virtuosidade descritiva que já houve entre nós, o nosso primeiro regente de orquestra poética, o rei das cores e dos esplendores, mostrou-se também um sequioso de verdade, um esfomeado de justiça." Agripino Grieco”
“"Há no seu gênio muita coisa do gênio obscuro da nossa raça." Euclides da Cunha”
“"Havia nele um sentido divinatório que lhe insuflava soluções difíceis de esperar no seu tempo." Fausto Cunha”
“"Recentemente, num grande cenário, na Sorbona, em Paris, o Professor Georges Le Gentil proclamava que a América contribuíra com duas obras para a literatura universal: a "Cabana do Pai Tomás", de Beecher Stove e a "Cachoeira de Paulo Afonso", de Castro Alves." Afrânio Peixoto (1944)”
“"A influência do Poeta foi além: seus versos, que comoviam o coração e impressionavam a inteligência, ouvidos, aplaudidos, decorados e repetidos, por moços que iam ser donas e varões, que iriam ainda comover e impressionar a crianças, rapazes e donzelas, preparavam a geração que, vinte anos mais tarde, faria a Abolição." Afrânio Peixoto”
“"Ele era grande e bom: massa para os deuses." Guilherme de Castro Alves (irmão)”
“"Palpita em sua obra o poderoso sentimento de nacionalidade, essa alma da pátria, que faz os grande poetas, como os grandes cidadãos." José de Alencar”
“"O que distingue a poesia de Castro Alves, em qualquer de suas formas, é um timbre inconfundivelmente nosso, e não só o timbre senão também a maneira de ver e de sentir o ambiente e a vida brasileira." Eugênio Gomes”
“"Com o seu frescor de orvalho e fulgor de diamante, a poesia de Castro Alves não sofre a injúria do tempo que danifica as glórias e enxota as notoriedades." Lêdo Ivo”
“"Poeta épico foi, até agora, Castro Alves, o maior de sua terra. Nunca em nossa língua se ouviram cantos heroicos tão emocionantes e tão elevados como esses poemas de Pedro Ivo, de Ode ao Dous de Julho, de Deusa Incruenta, do No Meeting do Comité du Pain, de Visão dos Mortos, do Navio Negreiro, do Adeus, meu canto..." Afrânio Peixoto”
“A poesia moral, filtrando no coração, aí entorna o perfume da virtude, e mesmo quando a memória tem-na esquecido, o coração guarda dela uma reminiscência suave, como essas ânforas antigas, quando mesmo esgotadas, rescendem os aromas, que se lhe conglutinaram.”
“No Brasil, onde há tanto talento, mas também tanto marasmo, os poucos sacerdotes da poesia não devem consentir que o fogo sagrado se extinga no sacrário da inteligência. Id. ib.”
“A poesia é um sacerdócio. — Seu Deus — o belo. — Seu turibulário — o Poeta. in "Relíquias": "Poesia", 1864.”
“A poesia, pois, na terra dos Andradas, dos Pedros Ivos, e dos Tiradentes deve ser majestosa como as matas virgens da América, arrojada, como seus rios gigantes, livre, como os ventos, que passam gementes por suas várzeas, que zurzem os costados pedregosos dos seus gigantes de granito. A poesia enfim deve de ser o reflexo desta terra. id. ib.”
“O poeta é uma harpa entregue às ventanias da noite, onde a brisa acha um canto de amor, o vento frio das desoras um lamento, o vendaval um trono lúgubre de morte. id. ib.”
“A poesia moralizadora e filosófica é o noivado da fantasia com a razão. Poesia sublime, que cantando ensina, maldizendo regenera, chorando purifica. id. ib.”
“O poeta é o músico da inteligência, assim como o músico é o poeta do ouvido. in "Relíquias": "Impressões da leitura das poesias do Sr. A. A. de Mendonça", 1864.”
“A poesia assimila a si todas as nuances das ideias das épocas, enroupa-se do manto da natureza, que a cerca. id. ib.”
“Sabe que o meu trabalho precisa de uma plateia ilustrada. Precisa talvez mesmo de uma plateia acadêmica. O lirismo, o patriotismo, a linguagem creio que serão bem recebidos por corações de vinte anos, porque o Gonzaga é feito para a mocidade. 1868, São Paulo, carta ao ator Joaquim Augusto Ribeiro de Souza, que encenaria sua peça.”
“Eis-me aqui na Corte há quatro dias, eu, pobre inválido, que não podia chegar até a sala!... Que força, que mola estranha deu vida ao cadáver? Foi Deus. O Deus de Lázaro sustentou-me nesse instante em que a amizade acompanhou-me. 25 de maio de 1869, Rio de Janeiro, carta "Aos amigos de S. Paulo", após o acidente de caça que lhe custara o pé.”
“Sou preguiçoso (Isto é velho). 1868, Rio de Janeiro, carta ao amigo e futuro cunhado Augusto Álvares Guimarães.”
“Sobre "Os Escravos" que ainda escrevia: É um canto do futuro. O canto da esperança e nós não devemos esperar? Sim, e muito e sempre... id. ib.”
“Caminhai, moços, ide ao teatro. Entrai, homens do povo, bebei a luz daquele tabernáculo. in "Relíquias": "Impressões de Teatro", sob pseudônimo de Antony.”
“O meu cinismo passa a misantropia. Acho-me bastante afetado do peito, tenho sofrido muito. Essa apatia mata-me. 1863, no Recife, carta a Marcolino de Moura.”
“Trevas e luz. Tormentas e bonanças. Amargos e ambrosias... É assim que eu vivo... A dor e o prazer são as únicas afirmações da existência... Convenço-me então de que existo. 1867, em Salvador, carta a Regueira Costa.”