““No meio de tudo isto [Revolta da Armada] eu tive felizmente bastante lucidez para descobrir a estrada do dever, e nela estou e nela prosseguirei.” (carta a Reinaldo Porchat, 22 nov. 1893)”
Frases de Motivação — página 143
Frases pra usar como empurrão, escolhidas por terem resistido ao tempo — não por soarem bem numa imagem.
““O nosso povo, meu caro Porchat, por abdicação completa de todas as energias, não tem forças para agitar-se além das arruaças desprezíveis.” (carta a Reinaldo Porchat, 21 abr. 1893)”
““Quem definirá um dia essa Maldade obscura e misteriosa das coisas, que inspirou aos gregos a concepção indecisa da Fatalidade?” (carta a Vicente de Carvalho, 10 fev. 1909)”
““Nostalgia e revolta: tu não imaginas como andam propícios os tempos a todas as mediocridades. Estamos no período hilariante dos grandes homens-pulhas, dos Pachecos empavesados e dos Acácios triunfantes. Nunca se berrou tão convictamente tanta asneira sob o sol! [...] É asfixiante! A atmosfera moral é magnífica para batráquios. Mas apaga o homem. [...].” (carta a Otaviano Vieira, 8 ago. 1909)”
““A nossa nacionalidade atravessa de há muito uma quadra em que o mais difícil problema consiste em harmonizar a vida ao dever.” (Sejamos francos, jornal Democracia, Rio de Janeio, 18 mar. 1890)”
““O lema da nossa bandeira é uma síntese admirável do que há de mais elevado em política.” (O Estado de S. Paulo, série Dia a Dia, 5 abr. 1892)”
““O verdadeiro Brasil nos aterra; trocamo-lo de bom grado pela civilização mirrada que nos acotovela na rua do Ouvidor...” (Plano de uma Cruzada, II)”
““Sem este objetivo firme e permanente [de conhecer o interior inóspito] (...), a Amazônia, mais cedo ou mais tarde, se destacará do Brasil, naturalmente e irresistivelmente, como se despega um mundo de uma nebulosa — pela expansão centrífuga do seu próprio movimento.” (Entre o Madeira e o Javari)”
““A poeira dos arquivos de que muita gente fala sem nunca a ter visto ou sentido, surgindo tenuíssima de páginas que se esfarelam ainda quando delicadamente folheadas, esta poeira clássica — adjetivemos com firmeza — que cai sobre tenazes investigadores ao investirem contra as longas veredas do passado, levanto-a diariamente. E não tem sido improfícuo o esforço.” (21 de agosto de 1897)”
““A jurisdição do Uruguai sobre as águas platinas, nos limites normais do direito, imposta vigorosamente pelos antecedentes históricos e pelas próprias leis naturais, é dessas causas superiores, que para triunfar dispensam a fragilidade das espadas, amparando-se exclusivamente na fortaleza eterna e tranquila da justiça.” (Martín García)”
““Somos o único caso histórico de uma nacionalidade feita por uma teoria política. Vimos, de um salto, da homogeineidade da colônia para o regímen constitucional: do alvará para as leis.” (III, Da Independência à República)”
“O bandeirante foi brutal, inexorável, mas lógico. Foi o super-homem do deserto.”
“Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.”
“Durante a revisão os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis, mas assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas.”
“Eu era agregado na fazenda do taqual. O coronel me deu lá uma grota fiz minha casinha, derrubei mato plantei milho e feijão.”
“"Um país se faz com homens e livros. Minha visita aos monumentos de George Washington e Lincoln provou-me que a América tinha homens. Ter homens, para um país, é ter Washingtons e Lincolns, forças tão marcantes que sobre sua obra não pode a morte." – p. 45.”
“"Se quer viver feliz na América, não se mostre duro com os cães – nem desrespeitoso para com a americana. São dois dogmas muito sérios." – p. 23.”
“Eu adoro Emília e, ao escrever os livros nesta máquina, sou o primeiro que me rio das coisinhas que ela diz.”
“"... Ontem fui à exposição industrial e saí entenebrecido. Dois expositores brasileiros! Dois só! O que o português fez com o aborígene, hoje o fazem os nossos adventícios com os descendentes dos portugueses. Alijam-nos de dentro de nossa própria casa — com o auxílio de (...) governantes inconscientes (...)" SP, 03.10.1918”
“... Com petróleo e ferro. o homem se multiplica por mil. Com o livro, ele se torna um Homem!...”
“"... Nós brasileiros não temos certeza de nosso futuro, de uma sobrevivência como povo. Assistimo-nos morrer. A cada dia, deperece mais um bocado. Aparentemente, esse decair é insensível (...) Mas um secreto mal-estar nos avisa disso. Daí a tristeza indefinível de todos neste país (...) acentuar-se cada vez mais a vitória do estrangeiro (...)" SP, 03.10.1918”
“"... é inútil andares ajuntando e mandando opiniões sobre minha literatura.Não dou valor a essas reações, nem as procuro. Escrevo porque tenho de escrever, porque sou forçado a escrever, para dar vazão ao pus dum furúnculo scribendi de incurável intermitência — não para conquistar nome, glória, o que seja (...)" fazenda Buquira, 07.12.1916”