Frases de Religião — página 33
Frases de fé e espiritualidade — Salmos, orações e tradições religiosas, cada uma com a referência exata da fonte.
“Por que me prendes? Solta-me covarde!/Deus me deu por gaiola a imensidade: /Não me roubes a minha liberdade ... /Quero voar! voar! ...”
“No Brasil, onde há tanto talento, mas também tanto marasmo, os poucos sacerdotes da poesia não devem consentir que o fogo sagrado se extinga no sacrário da inteligência. Id. ib.”
“A poesia é um sacerdócio. — Seu Deus — o belo. — Seu turibulário — o Poeta. in "Relíquias": "Poesia", 1864.”
“A poesia moral, filtrando no coração, aí entorna o perfume da virtude, e mesmo quando a memória tem-na esquecido, o coração guarda dela uma reminiscência suave, como essas ânforas antigas, quando mesmo esgotadas, rescendem os aromas, que se lhe conglutinaram.”
“A poesia assimila a si todas as nuances das ideias das épocas, enroupa-se do manto da natureza, que a cerca. id. ib.”
“Eis-me aqui na Corte há quatro dias, eu, pobre inválido, que não podia chegar até a sala!... Que força, que mola estranha deu vida ao cadáver? Foi Deus. O Deus de Lázaro sustentou-me nesse instante em que a amizade acompanhou-me. 25 de maio de 1869, Rio de Janeiro, carta "Aos amigos de S. Paulo", após o acidente de caça que lhe custara o pé.”
“"As altas montanhas, as nuvens, as catadupas, os grandes rios, as árvores seculares, serviam de trono, de dossel, de manto e cetro a esse monarca das selvas cercado de toda a majestade e de todo o esplendor da natureza". (Cap. IV, XI)”
“Cada região da terra tem uma alma sua, raio criador que lhe imprime o cunho da originalidade. A natureza infiltra em todos os seres que ela gera e nutre aquela seiva própria: e forma assim uma família na grande sociedade universal.”
“O homem não deve poder ver a sua própria cara. Isso é o que há de mais terrível. A Natureza deu-lhe o dom de não a poder ver, assim como a de não poder fitar os seus próprios olhos.”
“Nunca me pesou o que de trágico se passasse na China. É decoração longínqua, ainda que a sangue e peste.”
“Meu Deus, meu Deus, a quem assisto? Quantos sou? Quem é eu? O que é este intervalo que há entre mim e mim?”
“"O coração, se pudesse pensar, pararia." - Livro do Desassossego, por Bernardo Soares; Autobiografia sem Factos - Página 40; Fernando Pessoa. Organizacão Richard Zenith - Cia das Letras, São Paulo, 2010.”
“Há os que Deus mesmo explora, e são profetas e santos na vacuidade do mundo.”
“Eu, porém, não tenho nobreza estilística. Dói-me a cabeça porque me dói a cabeça. Dói-me o universo porque me dói a cabeça.”
“Em qualquer espírito, que não seja disforme, existe a crença em Deus. Em qualquer espírito, que não seja disforme, não existe crença em um Deus definido.”
“E então vem-me o desejo transbordante, absurdo, de uma espécie de satanismo que precedeu Satã, de que um dia [...] se encontre uma fuga para fora de Deus e o mais profundo de nós deixe, não sei como, de fazer parte do ser ou do não ser.”
“Busco-me e não me encontro. Pertenço a horas crisântemos, nítidas em alongamentos de jarros. Deus fez da minha alma uma coisa decorativa.”
“Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.”
“Os Deuses vendem quando dão. / Compra-se a glória com desgraça. / Ai dos felizes, porque são / Só o que passa!”
“A morte chega cedo, Pois breve é toda vida. O instante é o arremedo, De uma coisa perdida. O amor foi começado, O ideal não acabou, E quem tenha alcançado. Não sabe o que alcançou. E a tudo isto a morte, Risca por não estar certo, No caderno da sorte, Que Deus deixou aberto.”
“"Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos) (Bernardo Soares)”
“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir a dor A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, na dor lida sentem bem não duas que ele teve, mas só as que eles não têm. E assim nas calhas de roda gira, a a entreter a razão, esse comboio de corda que se chama coração.”